Resenha | O Bom Dinossauro

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Não sei você, mas sempre que vejo o letreiro da Pixar antes de um filme eu fico extremamente animado e com as expectativas altas. Se esse não é o seu caso, pode ser a seguinte frase: Dos mesmos criadores de Toy Story, Up – Altas Aventuras, Carros, Wall-E, Ratatouille e mais recentemente Divertida Mente. Em todo o caso, as pessoas em sua maioria tem um afeto por esta empresa maravilhosa.

Porém a Pixar, que sempre lançava pelo menos um filme por ano desde 2003, começou a encontrar alguns problemas, dentre eles o excesso de continuações não tão boas quanto seus filmes originais, até culminar na confusa produção de O Bom Dinossauro. Este foi, provavelmente, o filme mais turbulento da empresa. Desde diretor que não conseguia encerrar o terceiro ato do filme, que depois acabou passando por uma revisão de roteiro completa, que mudou o filme inteiro. Um (novo) diretor estreante, e a dura missão de ficar no hiato entre o espetacular Divertida Mente e o aguardadíssimo Procurando Dory. A missão era grande, e o filme apesar de todos os males consegue passar a sua mensagem e tocar nossos corações.

O-Bom-Dinossauro-Mudanças

Visual do filme antes das mudanças feitas

A trama acompanha a história de Arlo um Apatossauro que vive com sua família numa fazenda, em uma Terra onde os dinossauros nunca foram extintos, pois o asteroide que os extinguiria, errou o alvo. E é com esta simples trama que o longa nos foi apresentado. Logo no início do filme conhecemos a família de Arlo, Henry e Ida (seus pais) e Buck e Libby (seus irmãos), e já temos um vislumbre do que o filme quer passar para o público, a superação do medo. Arlo é muito menor do que seus irmãos, mais desengonçado e medroso também. Ele trabalha com sua mãe e é sempre alvo das brincadeiras de seu irmão mais velho Buck.

Interessante também é notar a sua relação com seu pai, Henry vê potencial no seu filho e quer que seu filho seja tão grande quanto ele pensa que é, a relação dos dois é algo que guia o filme de maneira bem sutil. Porém, ele logo tem um encontro com outro personagem de papel fundamental, Spot. Ele é um ser humano, mas age como se fosse um animal irracional (basicamente um cachorro). Os dois vivem altos e baixos, tanto na sua convivência quanto na aventura que eles encaram juntos.

O-Bom-Dinossauro-ArloeSpot.jpgDurante a aventura Arlo e Spot vão criando aquela amizade que fica acima de qualquer coisa e que estará lá para o que der e vier. Ao final, um emocionante final, temos a certeza de que os nossos amigos (os verdadeiros) sempre vão ficar felizes com a nossa felicidade. E que amigo também é família, ou pelo menos uma extensão dela. Há uma cena lindíssima com os dois personagens (que foi mostrada no trailer), ela é visualmente espetacular.

Só que o ponto que mais chama a atenção é o visual do filme, que está um ABSURDO. Os criadores do filme viajaram a locações reais para terem a maior proximidade da realidade, e eles conseguiram passar isto com uma maestria impressionante. Eu saí do cinema embasbacado com tamanha perfeição e beleza que eles transmitiram. O Bom Dinossauro é um daqueles filmes que mereciam ter um subtítulo, “Uma aventura visual”. Porque é basicamente o que ele apresenta melhor, um visual fantástico, uma aventura divertidíssima e uma mensagem ótima tanto para crianças quanto para adultos. Faltou aquele “que” a mais da Pixar, porém pelos problemas que a produção passou e como eles conseguiram reverter essa situação, é um ótimo filme!

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2 comentários sobre “Resenha | O Bom Dinossauro

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